Origem direta do sobrenome Klamas. Valentin Klamas, sua mãe Barbara e seu irmão Josef partiram de Rakowitz — hoje Piaseczno, na gmina Gniew — chegando a Curitiba em 1876. A região, antes habitada pelos prussianos bálticos, foi germanizada sob a Ordem Teutônica a partir do século XIII.
Piaseczno (antiga Rakowitz) — aldeia de origem dos Klamas na Prússia Ocidental.
Região de origem da família Klenczynska, ligada aos Klamas pelo casamento de Nicodemos Klamas com Helena Klenczynska em 1909, em Araucária. A Galícia foi uma das principais zonas de emigração polonesa para o sul do Brasil no final do século XIX.
Origem da família Roesler (Rößler) — Josef Rössler, natural de Gablonz, na Boêmia, imigrou para o Paraná e estabeleceu-se em Curitiba, onde foi marceneiro. Seu filho José Roesler casou-se com Rosa Metzger, ligando este ramo à família suíça.
Origem da família Metzger, com registros documentados desde o século XVII na cidade de Schaffhausen e na vila de Buchthalen. Konrad Metzger (1772–1852) é o ancestral mais remoto identificado deste ramo. Foi também em Schaffhausen, no Arquivo Histórico, que Breno Klamas aprendeu a decifrar a escrita Kurrentschrift durante suas pesquisas.
Região de origem de ramos colaterais ligados à linhagem Klamas, na Pomerânia prussiana — área de povoamento germânico desde a Idade Média, situada a noroeste de Marienwerder.
Origem da família Garanito, em Santana, na Ilha da Madeira. João Gomes Garanito e Virgínia Fernandes de Jesus casaram-se em 1914 em Santana; seus descendentes imigraram para o sul do Brasil, ligando-se ao ramo Klamas pelo casamento de Elizabeth de Fátima Garanito com Felisberto Klamas em 1977.
Núcleo do ramo materno, com raízes profundas no litoral norte de Santa Catarina. O Capitão Salvador Gomes de Oliveira (n. c. 1777, São Francisco do Sul) foi um dos primeiros povoadores das adjacências do território que formaria a Colônia Dona Francisca — hoje Joinville — exercendo cargos de Vereador, Juiz Ordinário e Presidente da Câmara Municipal. Era titular da sesmaria de Porto da Caçada, recebida em 1805. Casou-se com Rita Clara de Miranda, natural de Paranaguá. Em 1824, como Presidente da Câmara, organizou as defesas locais para consolidar a Independência do Brasil. Tiveram nove filhos, cujos descendentes exerceram expressiva influência política no norte de Santa Catarina nos 150 anos seguintes.
Origem de diversas famílias que colonizaram o litoral catarinense desde o século XVIII, no contexto da política de povoamento da Coroa Portuguesa. A presença açoriana é visível nos sobrenomes do litoral norte de Santa Catarina e em São Francisco do Sul — berço do ramo Oliveira Cercal, que se funde com os Gomes de Oliveira ao longo do século XIX. O Cap. Antonio Francisco de Nóbrega (n. 1798, Faial, Madeira), pai de Emília Julieta Nóbrega, é um dos pontos de ligação deste ramo com a Ilha da Madeira.
Segundo ramo de origem prussiana, distinto da linhagem Klamas paterna. A família Ziemann emigrou de Welschenburg, Dramburg (atual Olezno, Polônia) para São Francisco do Sul, SC em 1857–1858, a bordo do vapor Emma. Johann August Ziemann (n. 1843) casou-se em Joinville com Auguste Wilhelmine Friederike Nass (n. 1843, Zülzefitz, Regenwalde). Os Nass vieram de Leckow, Schivelbein (hoje Świdwin) — a mesma região dos Meyer, que aparecem também no ramo paterno, evidência da proximidade geográfica das comunidades emigradas para Curitiba e Joinville.
Segundo ramo de origem boêmia, distinto da família Rößler paterna. As famílias Degelmann e Schweizer vieram da região de Tachau (hoje Tachov, Rep. Tcheca) — Joseph Degelmann (n. 1808, Roßhaupt) e Maria Willfahrt emigraram para Joinville a bordo do vapor Electric em 1869. Georg Adam Schweizer (n. 1821, Purschau) e Margaretha Seidling (n. 1828, Langendörflas) estabeleceram-se no mesmo núcleo. Johann Degelmann (n. 1852) casou-se com Maria Schweizer (n. 1847, Purschau) e foram pais de Anna Degelmann (n. 1880), que por sua vez casou com Johann Wilhelm Friedrich August Ziemann — ligando definitivamente os ramos boêmio e pomeraniano no Joinville do início do século XX.